A higienização bucal feita mecanicamente através da escovação e do uso do fio dental é bastante eficaz na redução da placa bacteriana ou biofilme. Entretanto a associação de métodos preventivos, como a utilização de um enxaguatório bucal, tem sido
de grande valia para a complementação da manutenção da saúde oral, auxiliando a remoção da placa bacteriana em lugares inacessíveis.
Vale salientar que os colutórios por vezes se mostram valiosos em pacientes que apresentam doença periodontal de progressão rápida; imunosuprimidos, como pacientes HIV positivos sintomáticos com doença periodontal; em politraumatizados que apresentam dificuldade temporária para realizar a higienização adequada e também em pacientes com problemas mentais.
Entre os enxaguatórios mais utilizados no mercado brasileiro temos:
- Cloreto de cetil peridínio (antimicrobiano)
- Fluoreto de sódio (inibidor do metabolismo sacarolítico)
- Digluconato de clorexinina (antimicrobiano)
- Triclosan (antimicrobiano)
Associações:
- Cloreto de cetilperidínio, cloreto de zinco (antitartaro)
- Timol, eucaliptol, mentol, metil salicilato (antimicrobiano)
- Triclosan, Fluoreto de sódio (antimicrobiano e inibidor do metabolismo sacarolítico)
Ainda podemos lançar mão de enxaguatórios bucais alternativos, como os enxaguatórios fitoterápicos, para a higienização oral. Estes apresentam ação antinflamatória, cicatrizante
e antimicrobiana:
- Aloe vera (antimicrobiano e antinflamatório)
- Equinácea purpúrea (antimicrobiano e antinflamatório)
- Salva officinalis (antimicrobiano e antinflamatório)
- Mirra (antimicrobiano e antinflamatório)
- Camomila (antimicrobiano e antinflamatório)
- Tomilho (antimicrobiano e antinflamatório)
- Cacau (antimicrobiano e antinflamatório)
- Curcuma zedoarea (antimicrobiano, cicatrizante e antinflamatório)
- Calendula (antimicrobiano, cicatrizante e antinflamatório)
A tintura destas plantas reduz o crescimento de placa, inibe a inflamação gengival e aumenta significativamente o Ph da saliva.
O uso frequente de enxaguatórios bucais, que contém álcool, pode ser um fator de risco para câncer de cabeça e pescoço, mais especificamente de boca e de faringe. O álcool não é um agente causador de câncer isoladamente, mas uma enzima do organismo o transforma em acetaldeído, substância que pode alterar as células da boca e causar tumores na região. É preciso concentrar a utilização de enxaguatórios bucais para casos específicos, uma vez que este produto não é essencial à saúde bucal.
Em suma, todos os enxaguatórios bucais apresentam alguma atividade antimicrobiana, seja ela através do controle do Ph da saliva, ou agindo diretamente como inibidor do crescimento de um amplo espectro de microorganismos, incluindo bactérias e leveduras. Porém, nenhum deles apresenta total eficiência se não estiver associado a uma boa higienização mecânica, que ainda constitui o método mais efetivo para o controle da placa bacteriana.
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