|
Atualmente não é mais possível dissociar o binômio estética-função, pois, a sociedade contemporânea impõe as pessoas um padrão de beleza com um sorriso harmonioso e natural. Dentes com alteração de cor ou tonalidade, restaurações perceptíveis, coroas e próteses com pouca estética interferem diretamente nas relações pessoais, profissionais e na qualidade de vida dos indivíduos.
Neste contexto a correta escolha da cor ocupa um lugar de destaque sendo um dos principais responsáveis pela satisfação dos pacientes, além, de ser um balizador para o sucesso ou insucesso dos tratamentos odontológicos.
Não resta dúvida que a correta escolha da cor é um objetivo a ser perseguido, porém, esta tarefa é um problema que aflige a grande maioria dos cirurgiões-dentistas, pois, mesmo quando existem conhecimento e treinamento específicos para tal fim, esta seleção carrega consigo uma grande dose de subjetividade e dependência da acuidade visual, além, de uma aptidão natural privilegiada.
A difícil tarefa da seleção da cor dos dentes e restaurações.
A cor é uma percepção visual provocada pela ação de um feixe de fótons sobre células especializadas da retina, que transmitem através de informações pré-processadas no nervo óptico, impressões para o sistema nervoso. A cor deve ser considerada como luz, sendo que a cor branca resulta da sobreposição de todas as cores e o preto é a ausência de luz. Uma luz branca pode ser decomposta através de um prisma em um espectro com todas as cores originando na natureza o arco-íris. A cor de um material é determinada pelas freqüencias de ondas que as suas moléculas constituintes refletem e um objeto terá uma determinada cor justamente se não absorver os raios correspondentes à freqüência daquela cor. Assim, uma estrutura será da cor verde se absorver preferencialmente as frequências fora do verde.
Porém, a percepção visual do observador ou de quem faz a seleção da cor, não guarda um padrão rígido e uniforme de qualidade, estando sujeito a inúmeras variações e interferências pessoais que podem fazer com que o fenômeno físico de percepção da cor sofra grandes variações. Fatores externos como a qualidade da luz; a sua incidência direta ou indireta sobre o objeto; o ambiente no qual o objeto está inserido; as características ópticas do objeto; e o ângulo sob o qual o observador se coloca em relação ao objeto e à luz que o ilumina, também estão relacionados com a cor percebida. Além disso, dificuldades relacionadas à falta de padronização e a qualidade deficiente dos artigos existentes para as tomadas de cor ou escalas de cores disponíveis no mercado odontológico tornam praticamente impossível a tarefa da correta escolha da cor de forma direta pelo olho humano.
A sensação da cor é determinada pela persepção visual da luz refeltida.
Para solucionar estes problemas já está disponível no mercado brasileiro um aparelho que possibilita a escolha da cor de forma totalmente padronizada e sem as indesejáveis variações pessoais e interferências externas. Trata-se do espectrofotômetro SpectroShade Micro da MHT que é um aparelho portátil que pode utilizado diretamente na boca do paciente e/ou indiretamente em um laboratório de prótese. Ele agrega a precisão e sofisticação da tecnologia Suíço-Italiana em um dispositivo leve, compacto e versátil que possibilita a correta escolha ou seleção da cor na Odontologia de forma totalmente precisa e objetiva.
Utilização da espectrofotometria para escolha correta da cor.
A espectrofotometria é um método de análise óptica utilizado há muito tempo principalmente para investigações biológicas e físico-químicas laboratoriais, pois, todas as substâncias podem absorver, transimir e refletir energias radiantes, pois, têm uma absorbância, transmitância e reflectância características. Ele é um instrumento que permite comparar a radiação absorvida ou transmitida por uma solução que contém uma quantidade desconhecida de soluto, e uma quantidade conhecida da mesma substância.
Na realiadade o que normalmente chamamos de cor, pode ser subdividido em tres componentes principaisThe design of the single beam spectrophotometer involves a light source, a prism, a sample holder and a photocell.. O matiz ou pigmento, que é a cor propriamente dita podendo ser, por exemplo, amarelo, azul, vermelho, verde, etc. O croma, intensidade ou saturação da cor é o grau ou quantidade de pigmento da cor, podendo ser forte ou fraco. E o valor, brilho ou luminosidade que é o grau de branco ou preto que toda cor possui, sendo responsável pela característica escura ou clara da cor. Cores de valor baixo são próximas do preto e cores de valor alto são próximas do branco. A luminosidade é o item mais importante a ser considerado ao selecionar-se a cor, pois, o olho humano é mais sensível ao valor do que ao matiz e ao croma.
O espectrofotômetro consegue determinar cada item da cor com muita precisão tornando esta escolha uma tarefa muito simples e rápida.
Mensuração do valor, croma e matiz da cor dos dentes com o espectrofotômetro.
Com a espectrofotometria pode-se avaliar quantitativamente as propriedades de reflexão ou de transmissão de um material pela variação do comprimento de onda. Quando a luz A cor das substâncias deve-se a absorção de certos comprimentos de ondas da luz branca que incidem sobre elas, deixando transmitir aos nossos olhos apenas aqueles comprimentos de ondas não absorvidos, ou seja, a cor está diretamente relacionada com os diferentes comprimentos de onda do espectro eletromagnético. atravessa uma substância, parte da energia é absorvida.
Na atualidade, para alcansar-se a excelência em Odontologia Estética a utilização do espectrofotômetro SpectroShade é essencial. Ele é um sistema patenteado que combina uma câmera digital a um espectrofotômetro de tecnologia LED que possibilita determinar com exatidão o matiz, o croma e o valor dos dentes, restaurações, coroas unitárias e próteses mais extensas, possibilitando um planejamento adequado dos tratamentos odontológicos estéticos garantindo um prognóstico mais favorável. Ele é um dispositivo confiável e essencial para a comunicação entre os cirurgiões-dentistas e os laboratórios de prótese, além, de ter outras funções como verificação da eficácia e acompanhamento dos clareamentos dentais, possibilita a determinação exata do tamanho dos dentes, permite o armazenamento de imagens digitalizadas de Raios-X, além de inúmeras outras aplicações voltadas à pesquisa científica da cor.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. BARRETT, A.A. Influence of tab and disk design on shade matching of dental porcelain. J Prosth Dent, St. Louis, v. 88, n. 6, p. 591-597, Dec. 2002.
2. BERGEN, S. F. Color in esthetics. N.Y.S. Dent. J, v. 51, n. 8, p. 470-471, Oct. 1985.
BERGER-SCHUNN, A. Practical Color Measurement: A Primer for the Beginner, A Reminder for the Expert, John Wiley & Sons, Inc., New York, NY, 1994.
3. BUSATO, A.L.S. Dentística: Restaurações estéticas. São Paulo: Artes Médicas, 2002.
4. CLARK, E.B. An analysis of tooth color. J Amer Dent Ass, Chicago, v. 18, p. 2093-2103, Nov. 1931.
5. CULPEPPER, W.D.A comparative study of shade-matching procedures. J Prosth Dent, St. Louis, v. 24, n. 2, p. 166-173, Aug. 1970.
6. DERBABIAN, K. The science of communicating the art of esthetic dentistry. Part III: precise shade communication. J Esthet Restor Dent; v.13, n.3, p. 154-162. 2001.
7. FELCHER, F.R. Modern dental porcelains. J Amer Dent Ass, Chicago, v.23, p. 1009-1119, June. 1936.
8. GEARY, J.L; KINIRONS, M.J. Colour perception of laboratory-fired samples of body-coloured ceramic. J Dent, Bristol, v. 27, n. 2, p. 145-148, Feb. 1999.
9. GERRTSEN, F. Color Apariencia Óptica medio de expresión Artística y Fonómetro Físico. Barcelona. Editorial Blume, 1976.
10. GILL, J. R. Color selection-its distribution and interpretation. J Amer Dent Ass, Chicago, v. 40, n. 0. p. 539-548, May. 1950.
11. GOLDSTEIN, R.E. Esthetic principles for ceram no-metal restorations. Dent Clin N Amer, v. 21, n.4, p. 803-822, Oct. 1977.
12. JORGENSON, M.W: GOODKIND, R.J. Spectrophotometer study of five porcelain shades relative to the dimensions of color, porcelain thickness, and repeated firings. J Prosth Dent, St Louis, v. 42, n.1, p.97-105, July. 1979.
13. MANGANI, F. M. Determination and communication of color using the five color dimensions of teeth. Pract Proced Aesthet Dent; p. 13-19. 26-28. 2001.
14. MAYEKAR, S.M. Shades of a color- Illusion or reality? Dent. Clin North Am, v. 45, n.1, p. 155 -172, 2001.
15. MC LEAN, J.W. The Science and Art of Dental Ceramics. Quintessence Publishing Co. Inc. Chicago.v.2, n.25, p.152, 1980.
16. MC PHEE, E.R. Extrinsic coloration of ceram no-metal restorations. Dent Clin N Amer, Chicago, v. 29, n. 4, p. 645-666, Oct. 1985.
17. MUIA, P.S. The four-dimensional tooth color system. Chicago. Quintessence Publishing Co. Inc., 1982.
18. MUNSELL, A.H. A color Notation, Baltimore, Munsell Color Co. 1961.
19. OBREGON A; GOODKIND, R.J; SCHWABACHER, W.B. Effects of Opaque and Porcelain Surface Texture on the Color of Ceram nonmetal Restorations. J. Prosthetic Dentistry, n.46, p.330-40, 1981.
20. PEGORARO, L. F. et al. Seleção de cor e ajuste funcional e estético em metalocerâmica. In: Prótese fixa. EAP-APCD. São Paulo: Artes Médicas, 2002. Cap. 11, p. 253-296.
21. PIZZAMIGLIO, E.A. Color Selection Technique. J. Prosth. Dent., St Louis, v.66, n.5, p.592-596, 1991.
22. PRESSWOOD, R.G. Esthetics and Color: Perceiving the problem. Dental Clinics of North America, 21-4, 1977.
23. SALESKI, C.G. Color, Light and shade Matching. J. Prosthet Dentistry, n.4, p.263-268, 1972.
24. SORENSEN, J.A; TORRES M.J. Improved Color Matching of Mental-Ceramic Restorations. Part I: A Systematic Method for shade Determination, J Prosthetic Dentistry, n.58, p.133-139, 1987.
25. SPROULL, R. C. Color matching in dentistry. Part II. Practical applications of the organization of color. J. Prosth. Dent., St Louis, v. 29, n. 5, p. 416-424, May. 1973.
26. SPROULL, R. C. Estética em Odontologia, Rio de Janeiro. Editora Guanabara Koogan S/A. 1980.
27. SCHWART, N. L. Unservable Crown and Fixed Partial Dentures: Life Span for loss of Seraceability. J. Amer Dent Ass, n.8, p.395-401, Dec 1970.
28. TERREL, L. Understanding color in fixed Prosthodontics. Dental Survey, 39-42, July 1975.
29. WERTENBAKER, L. The eye: window to the world. Washington D. C. New Books, 1981.
30. WOZNIAK, W.T; NALEWAY, C.A; GONZALEZ, E. SCHEMELHORN, B.R; 31. STOOKEY, G.K. Use of an in vitromodel to assess the effects of APF gel treatment on the staining potential of dental porcelain. Dental Materials, 263-267, October 1991.
31. YAP, A.U.J; TAN, K.B.C; SHOLE, S. Comparison of aesthetic properties of tooth-colored restorative materials. Oper Dent, Seattle, v. 22, n. 4, p. 167-172, July/Aug. 1997.
Professores Doutores do Grupo de Estudos em Odontologia da UNIBAN BRASIL
|